Quando se pensa na Chapada das Mesas, as cachoeiras costumam aparecer primeiro. No entanto, para quem gosta de caminhar, a região oferece outra forma de conhecer suas paisagens: pelas trilhas na Chapada das Mesas.
Existem opções curtas e fáceis, trilhas com pontos de banho, caminhadas por morros e mirantes e percursos mais longos, com maior imersão no Cerrado. Portanto, não é preciso ser um praticante experiente de trekking para incluir uma trilha no roteiro.
A escolha depende principalmente do condicionamento físico, do nível de dificuldade desejado e, claro, daquilo que você espera encontrar pelo caminho. Monte seu roteiro com trilhas.
Quais são as principais trilhas da Chapada das Mesas?
A Chapada das Mesas possui trilhas com propostas bastante diferentes. Algumas privilegiam cachoeiras e pontos de banho; outras têm como grande atrativo os mirantes, as formações geológicas ou a própria caminhada pelo Cerrado.
Conheça algumas das trilhas que podem fazer parte de um roteiro pela Chapada das Mesas.
Trilha Paraíso das Águas: opção fácil com vários pontos de banho
A Trilha Paraíso das Águas é uma das opções para quem procura uma trilha fácil na Chapada das Mesas.
São aproximadamente 4 km de percurso, com quatro pontos de banho distribuídos ao longo do caminho. Dessa forma, a caminhada é intercalada com paradas para aproveitar as águas da região.
Por ter nível fácil e uma distância relativamente curta, é uma boa alternativa para quem deseja começar a explorar a Chapada a pé, sem escolher logo de início um percurso mais exigente.
Trilha do Morro do Pico Fino: Cerrado, paisagens e cachoeira
Com aproximadamente 5 km, a Trilha do Morro do Pico Fino possui nível fácil a moderado e tem uma característica diferente: parte do percurso envolve a subida do morro.
Nesse caso, o grande atrativo está justamente nas paisagens encontradas durante a caminhada. O trajeto permite observar diferentes perspectivas da região e atravessa áreas de vegetação típica do Cerrado.
Além disso, ao final do percurso, uma cachoeira completa a experiência e oferece um ponto de banho depois da caminhada.


Trilha do Morro do Chapéu: subida a um dos símbolos da Chapada das Mesas



A trilha é relativamente curta, com aproximadamente 2,4 km, mas a pequena distância não significa pouca dificuldade. O percurso é considerado de nível moderado a difícil e começa praticamente em subida, com trechos de escalaminhada e auxílio de cordas para vencer as partes mais íngremes.
Depois da subida, a caminhada continua pelo topo plano do morro, característica marcante das formações que deram origem ao próprio nome Chapada das Mesas.
Lá de cima está a grande recompensa do percurso: uma vista de 360 graus da Chapada das Mesas, permitindo observar a extensão do Cerrado e várias das formações que compõem a paisagem da região.
Por isso, a Trilha do Morro do Chapéu é uma boa escolha para quem procura uma atividade mais intensa, mas não necessariamente uma caminhada longa. Apesar da curta distância, a exigência física e os trechos de subida fazem dela uma experiência bastante diferente das trilhas de nível fácil da Chapada.
Trilha dos Guardiões: geologia e interpretação do Cerrado


Para quem procura uma caminhada mais exigente, a Trilha dos Guardiões possui cerca de 8 km e nível moderado a difícil.
Ao longo do percurso, encontramos mirantes e interessantes formações geológicas. Além disso, a trilha permite uma leitura mais atenta da vegetação do Cerrado, com interpretação ambiental durante o caminho.
Há ainda dois pontos de banho: uma nascente e uma pequena cachoeira localizada em meio a um cânion.
Por reunir paisagem, geologia, vegetação e água em um mesmo percurso, é uma trilha especialmente interessante para quem deseja compreender melhor o ambiente natural da Chapada das Mesas.
Trilha Refúgio: 11 km de imersão no Cerrado


A Trilha Refúgio tem aproximadamente 11 km de extensão e nível intermediário a difícil, sendo indicada para quem já busca uma caminhada mais longa e desafiadora.
Seu grande diferencial são as paisagens. Ao longo do percurso, diferentes mirantes revelam a dimensão da Chapada das Mesas e oferecem vistas amplas da região.
Ao mesmo tempo, boa parte da experiência acontece dentro da vegetação do Cerrado. Por isso, é uma das opções para quem deseja passar mais tempo caminhando e ter um contato mais intenso com esse bioma.
Trilha dos Dinossauros: pegadas fossilizadas em Fortaleza dos Nogueiras
A Trilha dos Dinossauros mostra que caminhar pela Chapada das Mesas pode significar também conhecer uma parte muito mais antiga da história da região.
Localizada no Ecoparque Tangará, em Fortaleza dos Nogueiras, a trilha possui aproximadamente 5 km e tem como principal atração pegadas fossilizadas de dinossauros.
Não se trata de reproduções feitas para o turismo. São pegadas verdadeiras, identificadas e catalogadas, preservadas nas rochas da região.
Assim, o percurso ganha um interesse que vai além da paisagem e se torna uma opção especialmente interessante para quem gosta de geologia e paleontologia.



Trilha do Pôr do Sol: uma experiência exclusiva da Nanda Ecotrilhas
A Trilha do Puça ou Trilha do Pôr do Sol é uma experiência exclusiva da Nanda Ecotrilhas e segue uma proposta diferente das demais.
É uma caminhada curta pelo Cerrado, passando também por árvores frutíferas, até chegar ao ponto escolhido para contemplar o fim do dia com uma ampla vista da paisagem.
Por ser uma trilha pequena, normalmente não ocupa um dia inteiro. Por isso, pode ser combinada com outro atrativo no mesmo roteiro, acrescentando uma experiência diferente ao final do dia.




Existem trilhas fáceis na Chapada das Mesas?
Sim. E essa é uma informação importante para quem deseja fazer trilhas, mas acredita que todas exigem grande preparo físico.
A Paraíso das Águas, por exemplo, tem nível fácil. Já o Morro do Pico Fino avança um pouco na exigência, ficando entre fácil e moderado.
Por outro lado, quem possui melhor condicionamento e procura percursos mais intensos pode optar pela Trilha dos Guardiões ou pela Trilha Refúgio.
Portanto, é possível escolher a caminhada de acordo com o perfil de cada viajante.
Saiba mais sobre a Chapada das Mesas.
Qual a melhor época para fazer trilhas na Chapada das Mesas?
De maneira geral, a melhor época para conhecer a Chapada das Mesas é entre maio e outubro, período de estiagem na região.
Nesses meses, as chuvas são pouco frequentes e, consequentemente, as condições costumam ser melhores tanto para as caminhadas quanto para aproveitar os pontos de banho encontrados em vários percursos.
Além disso, esse é o período mais procurado por quem deseja encontrar as cachoeiras, nascentes e poços com águas mais limpas.
O que levar para fazer trilhas na Chapada das Mesas?
Mesmo nas trilhas mais fáceis, alguns cuidados fazem diferença. O ideal é utilizar roupas leves e confortáveis, calçado adequado para caminhada, proteção solar e levar água suficiente para o percurso.
Dependendo da trilha, também recomendamos o uso de perneiras, especialmente nos trechos de vegetação mais fechada. Além disso, a escolha dos equipamentos e a quantidade de água devem considerar a extensão e o grau de dificuldade do percurso.
Qual trilha escolher na Chapada das Mesas?
Não existe uma única resposta. Para quem quer uma caminhada leve e vários banhos pelo caminho, a Paraíso das Águas pode ser uma ótima escolha. Já quem prefere paisagens e mirantes pode se identificar mais com o Morro do Pico Fino ou com a Trilha Refúgio.
A Trilha dos Guardiões combina uma caminhada mais exigente com interpretação do Cerrado e formações geológicas. Enquanto isso, a Trilha dos Dinossauros acrescenta ao roteiro um patrimônio paleontológico pouco conhecido por quem visita a região.
E para quem deseja apenas incluir uma caminhada curta em meio à programação, a Trilha do Pôr do Sol pode ser combinada com outros passeios.
No fim, a quantidade de dias disponíveis também faz diferença. Em uma primeira viagem de três dias inteiros, normalmente os principais atrativos ocupam boa parte do roteiro. Entretanto, com quatro, cinco dias ou mais, fica muito mais fácil incluir trilhas e começar a conhecer uma Chapada das Mesas que vai além dos passeios mais conhecidos.
É justamente quando sobra espaço no roteiro para explorar que aparecem alguns dos lugares que ainda permanecem fora do radar turístico.

